Endividamento das famílias cai para 81,7%: e o seu, como está?

Por Teddy Amattos · Sobre o autor

Lua crescente e estrelas, representando a reserva da tranquilidade e a saída do endividamento

Quantas contas você tem hoje com data de vencimento? Segundo a CNC, 81,7% das famílias brasileiras tinham dívidas em setembro de 2026, contra 82% em agosto. Foi a primeira queda do indicador em 2026, de acordo com reportagem do Brasil em Folhas sobre a pesquisa divulgada em 8 de outubro. Cair um pouco é bom, mas o número continua alto, e a decisão que mais pesa é a que você toma dentro de casa.

O que a Peic de setembro mostrou?

A Peic é a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, feita pela CNC. Os números de setembro, segundo as reportagens:

  • 81,7% das famílias com dívidas, ante 82% em agosto.
  • 29,6% com alguma conta em atraso, ante 29,9%, o menor nível desde março.
  • 12,5% das famílias dizem que não terão condição de pagar as contas atrasadas, estável.
  • 17,3% se declaram muito endividadas, ante 17,9%.
  • Tempo médio de atraso de 65,3 dias, o maior desde novembro de 2024.

Entre as famílias com renda de até três salários mínimos, o endividamento foi de 85,1% para 84,6%.

Onde está a dívida que mais pesa?

Na pesquisa de julho, divulgada pela Agência Brasil em 6 de agosto, o cartão de crédito aparecia em 85,3% das famílias endividadas, e as dívidas ocupavam em média 29,5% do orçamento. Esses são números de julho, e não de setembro, então servem de referência e não de retrato atual. Vale olhar para isso porque o que mais pesa no bolso costuma ser a dívida que cobra mais juros por mês, mesmo quando o valor parece pequeno.

Por onde começar a organizar?

Uma ordem simples, que não promete milagre:

  1. Liste tudo. Valor, taxa de juros mensal, parcelas e data de vencimento de cada dívida. Quem não sabe o que deve não consegue priorizar.
  2. Ordene pelo juro. A dívida com a taxa mais alta é a que cresce mais rápido. Em geral, cartão rotativo e cheque especial ficam no topo.
  3. Pare de aumentar a conta. Antes de pagar o passado, evite novas parcelas no cartão.
  4. Negocie e compare. Peça ao credor o custo total de renegociar e compare com a troca da dívida por outra de taxa menor, como a portabilidade, quando existir. Compare o valor total e não só a parcela.
  5. Comece a sua reserva da tranquilidade. Mesmo um valor modesto no começo evita voltar ao cartão no próximo imprevisto.

Selic em queda ajuda a minha dívida?

Pode ajudar com o tempo, mas não de forma automática. A Selic caiu para 13,75% em setembro, e o crédito não acompanha na mesma velocidade, como eu explico no texto sobre a ata do Copom. Por isso não vale esperar a taxa cair para começar a organizar.

Perguntas frequentes

Estar endividado é sempre um problema?

Não. Dívida com parcela que cabe no orçamento e taxa conhecida é diferente de dívida que cresce sozinha. O que a pesquisa chama de endividamento inclui os dois casos.

Qual dívida pago primeiro?

Em geral, a de maior taxa de juros, depois de garantir o pagamento do essencial. Cada caso muda, e o contrato pode ter regras próprias, então vale ler as condições.

Quando começar a investir?

Depois de ter o orçamento organizado e o início da sua reserva da tranquilidade. O Mapa do Tesouro ajuda a ver o ponto de partida sem pular etapa.

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Fontes: Brasil em Folhas, outubro de 2026; Fenacon; Agência Brasil, 06/08/2026; CNC.
Conteúdo informativo e educacional. Não constitui recomendação individualizada de investimento. Investimentos envolvem risco, inclusive de perda. Rentabilidade passada não garante rentabilidade futura.

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