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  • Seguro de vida: carência e exclusões que você deve ler antes de contratar

    Seguro de vida: carência e exclusões que você deve ler antes de contratar

    Você já leu uma apólice de seguro de vida até o fim? Muita gente nunca leu. A parte que mais gera surpresa na hora do pedido de indenização são as cláusulas de carência, as exclusões e a declaração de saúde. Em resumo: carência é o prazo em que certas coberturas ainda não valem, exclusão é o que a apólice não cobre, e a declaração de saúde precisa ser verdadeira.

    Por que falar disso agora?

    Segundo o boletim da Susep de maio de 2026, reproduzido em reportagem, o seguro de vida cresceu 10,51% em termos nominais entre janeiro e maio, com alta real de 5,99%. Mais gente contrata, e por isso mais gente precisa entender o que assina. Esse dado veio de um resumo de busca, então confira no boletim oficial.

    O que é carência no seguro de vida?

    É um período, definido na apólice, em que a cobertura para determinados eventos ainda não vale. O prazo e o evento mudam de produto para produto, então a única forma de saber é ler o seu contrato. Costuma ser o ponto mais comentado em casos de recusa, justamente por ser pouco lido.

    O que são exclusões?

    São situações que a apólice diz não cobrir. Cada seguradora e cada produto trazem a sua lista. Procure especialmente:

    • as exclusões ligadas a esportes e atividades de risco;
    • as exclusões ligadas a doenças que você já tinha antes de contratar;
    • as regras para o caso de morte em circunstâncias específicas.

    A exclusão existe para delimitar o risco que a seguradora assume e permite fixar o preço. O problema aparece quando o cliente só descobre a exclusão depois.

    Por que a declaração de saúde importa tanto?

    Porque a seguradora calcula o risco com base no que você informa. O Código Civil prevê consequências para quem presta declarações inexatas ou omite circunstâncias que influenciariam a aceitação do seguro. Isso aparece no artigo 766, que deve ser conferido com um profissional antes de qualquer conclusão. A regra prática que eu repito: preencha com calma, com a verdade, e guarde uma cópia.

    E o suicídio, tem regra própria?

    Há uma regra legal de prazo de dois anos de carência para esse caso, prevista no artigo 798 do Código Civil, conforme o meu conhecimento geral. Como o tema é delicado e depende de cada apólice e de cada situação, revise o seu contrato e peça orientação a quem vendeu o seguro.

    Quanto de cobertura eu devo contratar?

    Isso é um cálculo pessoal, e ele merece uma conversa. A pergunta que ajuda é: se eu faltasse amanhã, por quanto tempo a minha família manteria o padrão de vida e quitaria as dívidas? Quem tem imóveis em financiamento, filhos pequenos ou sócios tem mais itens a cobrir. Não existe número certo para todos.

    Perguntas frequentes

    Todo seguro de vida tem carência?

    Nem todo. Depende do produto e da cobertura. A informação aparece na apólice e nas condições gerais.

    A seguradora pode negar a indenização por exclusão?

    Se o evento está expressamente excluído nas condições do contrato, sim, em princípio. Por isso a leitura das exclusões antes de assinar é tão importante. Em caso de dúvida sobre uma negativa, procure orientação jurídica.

    Seguro de vida e previdência são a mesma coisa?

    Não. O seguro paga uma indenização quando ocorre o evento coberto, e a previdência é uma forma de acumular recursos para o futuro. Cada um tem regras e função próprias.

    Quer conversar sobre o seguro de vida da sua família?

    Conheça a página de seguro de vida, veja as soluções ou chame no WhatsApp. Sobre a minha trajetória, a página Sobre.

    Fontes: Revista Apólice, boletim Susep; Susep; Código Civil.
    Conteúdo informativo e educacional. Não constitui recomendação individualizada de investimento. Investimentos envolvem risco, inclusive de perda. Rentabilidade passada não garante rentabilidade futura. Teddy atua com seguro de vida e coberturas relacionadas, em parceria com a MAG Seguros, código SUSEP 242159296.

  • Tabela regressiva ou progressiva na previdência privada: como escolher

    Tabela regressiva ou progressiva na previdência privada: como escolher

    Quando você pensa em previdência, a primeira dúvida é o imposto: regressiva ou progressiva? A tabela regressiva reduz a alíquota conforme o tempo que o dinheiro fica aplicado, e a progressiva segue a tabela do imposto de renda, que depende do valor retirado. Pela Lei 14.803/2024, segundo a InvestNews, a escolha do regime pode ser feita no resgate ou no recebimento do benefício, e não mais só na contratação. Eu explico com cuidado, porque o Teddy não vende previdência, e este texto é educativo.

    O que é a tabela regressiva?

    É uma tabela em que a alíquota cai com o tempo de permanência. Segundo o blog da MAG, ela pode chegar a 10% depois de dez anos. A lógica é premiar quem deixa o dinheiro por mais tempo. Pelo meu conhecimento geral, a escada começa em 35% para até dois anos e cai a cada dois anos, mas confira os números atuais na Receita Federal antes de usar.

    O que é a tabela progressiva?

    É a que segue a tabela de imposto de renda da pessoa física. Quanto maior o valor retirado, maior a faixa aplicada. Como as faixas do imposto de renda mudaram recentemente, vale olhar a tabela vigente na Receita Federal em vez de decorar números.

    Qual é a diferença entre PGBL e VGBL?

    Segundo a Renova Invest:

    • No PGBL, você pode deduzir até 12% da renda bruta tributável na declaração completa, e o imposto incide sobre o valor total resgatado.
    • No VGBL, não há dedução, e o imposto incide só sobre os rendimentos.

    Quem faz a declaração simplificada não aproveita a dedução do PGBL. Essa é uma das primeiras perguntas que eu faria a quem pensa em contratar.

    A escolha do regime é para sempre?

    Antes da Lei 14.803/2024, a escolha era feita na contratação e valia daí em diante. A mudança permite decidir no momento do resgate ou do recebimento do benefício, segundo a InvestNews. Vale ver isso como uma flexibilidade, sem esperar que resolva tudo. A decisão depende do valor que você vai retirar, da sua renda na época e do tempo de aplicação, e isso só se sabe no futuro. Peça à instituição a regra aplicável ao seu plano.

    Quando a regressiva costuma ser mais citada?

    Quando a pessoa pretende deixar o dinheiro por muitos anos, porque a alíquota cai com o tempo. Isso é uma descrição de como a tabela funciona, e não uma indicação de que o plano serve para você. Em muitos casos, outras opções de investimento por conta própria também merecem comparação, e a comparação precisa incluir taxas.

    Perguntas frequentes

    Posso trocar de tabela depois de contratar?

    Segundo a InvestNews, a lei atual permite escolher o regime no resgate ou no recebimento do benefício. Como as regras mudam, confirme com a instituição e com a Receita Federal antes de decidir.

    A tabela regressiva é sempre melhor?

    Nem sempre. Depende do tempo de aplicação, do valor retirado e da sua faixa de renda. Faça a comparação com números reais do seu caso.

    O Teddy vende previdência?

    Não. Hoje eu atuo com seguro de vida e coberturas relacionadas. Este conteúdo é educativo, e a contratação de previdência é feita diretamente com a instituição que você escolher.

    Quer conversar sobre planejamento do futuro?

    Veja a consultoria de investimentos, o Mapa do Tesouro ou a página de seguro de vida para proteção da família. Sobre mim, a página Sobre. O contato é pelo WhatsApp.

    Fontes: InvestNews; Blog da MAG; Renova Invest; Receita Federal.
    Conteúdo informativo e educacional. Não constitui recomendação individualizada de investimento. Investimentos envolvem risco, inclusive de perda. Rentabilidade passada não garante rentabilidade futura.

  • Revenda de imóvel de leilão: planeje a saída antes de dar o lance

    Revenda de imóvel de leilão: planeje a saída antes de dar o lance

    Quando você compra um imóvel de leilão para revender, em que momento você ganha dinheiro: na arrematação ou na venda? A resposta é a venda, e por isso a estratégia de saída precisa estar pronta antes do lance. Revender bem significa conhecer o custo de manter o imóvel parado, resolver a posse, reformar só o necessário, precificar com base em vendas reais da região e combinar o imposto com um contador. Cada etapa tem prazo e risco próprios, e nenhum resultado é garantido.

    O que é revender um imóvel de leilão?

    É comprar com desconto, preparar o imóvel e vender a outro comprador em prazo curto, com o foco em girar o capital. O nome que o mercado usa é “flip”, mas o princípio vale com qualquer nome: o dinheiro só volta quando o imóvel é vendido. A inspiração para este texto veio de um artigo do blog da Pro Lance, publicado em 13 de outubro de 2026, que reescrevi com a minha estrutura. Quem quiser ler a versão original pode ver o post da Pro Lance.

    Quanto custa deixar o imóvel parado?

    Faça uma conta antes de qualquer lance. Pegue o que sai todo mês para manter o imóvel, como condomínio, IPTU, água, luz e seguro, some e multiplique pelos meses até a venda. Depois some o custo de oportunidade, que é o que esse dinheiro renderia em outro lugar. Nem todo imóvel tem os mesmos gastos, então os valores precisam vir do edital e dos documentos do caso. O erro mais comum é olhar só para o desconto e esquecer o relógio.

    Como a posse muda o prazo?

    A ocupação é o fator mais difícil de prever. Nos casos da empresa, 94% das desocupações terminam de forma amigável, segundo os dados da empresa, e começamos a estudar o perfil do ocupante antes da arrematação. Mesmo assim, cada caso tem o seu ritmo, e o edital diz quem responde pela desocupação. Vender antes de resolver a posse costuma reduzir o público de compradores e o preço.

    Vale reformar para vender?

    A regra prática é fazer a reforma que ajuda a vender, e deixar o gosto pessoal de lado. Pintura, limpeza, reparos simples e iluminação costumam pesar mais que uma obra grande. Obra pesada aumenta custo e prazo, e a conta pode deixar de fechar. Por isso a reforma entra na planilha antes do lance.

    Como definir o preço de revenda?

    Pelo que o mercado de fato pagou, e não pelo preço de anúncio. Olhe vendas recentes de imóveis parecidos na mesma região, e lembre que um anúncio pode ficar meses sem sair. Um preço um pouco abaixo da média local pode encurtar o tempo de venda, mas isso depende do imóvel e do momento. Não afirmo valor para nenhum imóvel específico, porque isso exige análise individual.

    E o imposto sobre o ganho?

    A venda com lucro pode gerar imposto sobre ganho de capital, e as regras dependem do seu caso. Converse com um contador antes de comprar, porque o imposto muda a conta final.

    Quando a revenda não compensa?

    Quando o mercado local está parado, quando a obra é pesada ou quando há pendência jurídica longa. Nesses casos, ficar com o imóvel para locação pode fazer mais sentido. Escolher entre vender e alugar é uma decisão que se toma no começo, com números.

    Perguntas frequentes

    Dá para revender um imóvel de leilão logo depois de arrematar?

    Depende do edital, da documentação e da posse do imóvel. Só se vende o que já está regularizado em seu nome, então o prazo varia de caso a caso.

    Vender rápido garante lucro?

    Não. O lucro depende do preço de compra, dos custos, do prazo, do preço de venda e do imposto. Nenhum resultado é garantido.

    Revender ou alugar: qual escolher?

    Depende do seu objetivo e do mercado local. Quem busca renda mensal olha a locação, e quem busca giro de capital olha a revenda. Defina isso antes do lance.

    Quer estudar uma oportunidade antes de dar o lance?

    A assessoria de leilão existe para fazer essa análise com você, e a página de leilão de imóveis reúne os guias. Veja também os casos reais já aprovados. Para conversar, chame no WhatsApp. Sobre mim, a página Sobre.

    Texto baseado em post do blog da Pro Lance (13/10/2026), reescrito com estrutura e palavras próprias.
    Cada leilão tem edital e riscos próprios, e nenhum resultado é garantido. Assessoria prestada pela Pro Lance, empresa independente.

  • Títulos públicos crescem 32,9% entre pessoas físicas: o que isso diz sobre a sua carteira

    Títulos públicos crescem 32,9% entre pessoas físicas: o que isso diz sobre a sua carteira

    Você sabe quanto da sua carteira está em títulos públicos hoje? Segundo a Anbima, o saldo de títulos públicos nas mãos de pessoas físicas cresceu 32,9% no primeiro semestre de 2026 e chegou a R$ 349,8 bilhões, de acordo com reportagem do InfoMoney de 3 de setembro. A leitura direta é que o investidor brasileiro, com a Selic em 13,75% ao ano, segue buscando previsibilidade. Isso não diz qual produto serve para você, e é sobre essa diferença que eu quero conversar.

    O que a Anbima mostrou no primeiro semestre de 2026?

    O patrimônio de pessoas físicas em investimentos chegou a cerca de R$ 9,14 trilhões, alta de 6,4% no período. A renda fixa respondeu por 65% do crescimento absoluto desse mercado, segundo a mesma reportagem.

    Dentro da renda fixa, os números citados foram estes:

    • Títulos públicos: R$ 349,8 bilhões, com alta de 32,9%.
    • CDBs: R$ 1,44 trilhão, alta de 8,5%.
    • LCIs: R$ 515,8 bilhões, alta de 13,7%.
    • Fundos de renda fixa: R$ 1,13 trilhão, alta de 11,6%.

    Na outra ponta, os fundos de ações foram a única categoria com queda, de 0,1%, puxada por uma retração de 4,7% no segmento Private.

    Por que tanta gente procura renda fixa agora?

    A Selic está em 13,75% ao ano depois do corte de 0,25 ponto percentual decidido pelo Copom em 16 de setembro de 2026, o quinto seguido, segundo a CNN Brasil. Com juro básico nesse patamar, a renda fixa paga um valor que muita gente considera atraente para o risco que assume. Essa é a explicação mais comum, e a reportagem não traz pesquisa direta com os investidores para confirmar o motivo, então trato como hipótese.

    Aqui entra uma pergunta útil: o que acontece com essa escolha quando o juro cair? O ciclo de cortes muda o jeito como cada tipo de título se comporta. Um título pós-fixado acompanha a taxa de juros, enquanto um prefixado trava a taxa na compra. Qual deles combina com o seu objetivo depende do seu prazo, e não de uma moda do mercado.

    Mais gente em um mesmo lugar significa que é seguro para todo mundo?

    Não, e o motivo é simples. Volume grande mostra o que o conjunto dos investidores fez, e carteira é coisa individual. Quem precisa do dinheiro em seis meses e quem pensa em dez anos deveriam olhar para coisas diferentes. Em mais de 7.000 clientes atendidos no mercado financeiro, a pergunta de partida é sempre a mesma: para quando você vai precisar desse dinheiro?

    Vale também olhar a concentração. Uma carteira toda em um só tipo de ativo, mesmo um conservador, depende de um único cenário. O contrário também vale: sair de tudo que é conservador por causa de uma manchete é outro jeito de errar.

    O que olhar antes de mexer na carteira?

    1. Objetivo e prazo. Dinheiro com data marcada pede liquidez e previsibilidade na data certa.
    2. Taxas atuais. Consulte as taxas do dia no site do Tesouro Direto, porque elas mudam diariamente e eu não consegui confirmar valores de hoje.
    3. Imposto e custo. Cada produto tem tributação e taxas próprias, que precisam entrar na conta.
    4. Risco de emissor e garantia. Títulos públicos, CDBs e LCIs têm riscos e proteções diferentes, e a regra de cada um deve ser lida na fonte oficial.
    5. Quanto você já tem em cada lugar. O Mapa do Tesouro serve exatamente para colocar isso no papel.

    Perguntas frequentes

    Títulos públicos são sem risco?

    Nenhum investimento é sem risco. O título pode oscilar de preço se for vendido antes do vencimento, e o seu retorno depende do tipo de título e do prazo. Leia as regras do título no Tesouro Direto antes de decidir.

    A alta de 32,9% quer dizer que o título público rendeu 32,9%?

    Não. Essa porcentagem mede o crescimento do saldo aplicado pelas pessoas físicas, e esse saldo cresce por novos aportes e também por rendimento. Ela não mede rentabilidade.

    Por onde começo a organizar minha carteira?

    Pelo objetivo e pelo prazo de cada parte do dinheiro. Depois, comparar opções em fontes oficiais. Se quiser ajuda para organizar isso, a consultoria de investimentos existe para esse trabalho.

    Quer organizar a sua carteira com calma?

    Veja como funciona o Mapa do Tesouro ou conheça a consultoria de investimentos. Você pode também falar comigo pelo WhatsApp. Sobre a minha trajetória, veja a página Sobre.

    Fontes: InfoMoney, 03/09/2026, com dados da Anbima; CNN Brasil, 16/09/2026; taxas atuais no Tesouro Direto.
    Conteúdo informativo e educacional. Não constitui recomendação individualizada de investimento. Investimentos envolvem risco, inclusive de perda. Rentabilidade passada não garante rentabilidade futura.

  • Endividamento das famílias cai para 81,7%: e o seu, como está?

    Endividamento das famílias cai para 81,7%: e o seu, como está?

    Quantas contas você tem hoje com data de vencimento? Segundo a CNC, 81,7% das famílias brasileiras tinham dívidas em setembro de 2026, contra 82% em agosto. Foi a primeira queda do indicador em 2026, de acordo com reportagem do Brasil em Folhas sobre a pesquisa divulgada em 8 de outubro. Cair um pouco é bom, mas o número continua alto, e a decisão que mais pesa é a que você toma dentro de casa.

    O que a Peic de setembro mostrou?

    A Peic é a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, feita pela CNC. Os números de setembro, segundo as reportagens:

    • 81,7% das famílias com dívidas, ante 82% em agosto.
    • 29,6% com alguma conta em atraso, ante 29,9%, o menor nível desde março.
    • 12,5% das famílias dizem que não terão condição de pagar as contas atrasadas, estável.
    • 17,3% se declaram muito endividadas, ante 17,9%.
    • Tempo médio de atraso de 65,3 dias, o maior desde novembro de 2024.

    Entre as famílias com renda de até três salários mínimos, o endividamento foi de 85,1% para 84,6%.

    Onde está a dívida que mais pesa?

    Na pesquisa de julho, divulgada pela Agência Brasil em 6 de agosto, o cartão de crédito aparecia em 85,3% das famílias endividadas, e as dívidas ocupavam em média 29,5% do orçamento. Esses são números de julho, e não de setembro, então servem de referência e não de retrato atual. Vale olhar para isso porque o que mais pesa no bolso costuma ser a dívida que cobra mais juros por mês, mesmo quando o valor parece pequeno.

    Por onde começar a organizar?

    Uma ordem simples, que não promete milagre:

    1. Liste tudo. Valor, taxa de juros mensal, parcelas e data de vencimento de cada dívida. Quem não sabe o que deve não consegue priorizar.
    2. Ordene pelo juro. A dívida com a taxa mais alta é a que cresce mais rápido. Em geral, cartão rotativo e cheque especial ficam no topo.
    3. Pare de aumentar a conta. Antes de pagar o passado, evite novas parcelas no cartão.
    4. Negocie e compare. Peça ao credor o custo total de renegociar e compare com a troca da dívida por outra de taxa menor, como a portabilidade, quando existir. Compare o valor total e não só a parcela.
    5. Comece a sua reserva da tranquilidade. Mesmo um valor modesto no começo evita voltar ao cartão no próximo imprevisto.

    Selic em queda ajuda a minha dívida?

    Pode ajudar com o tempo, mas não de forma automática. A Selic caiu para 13,75% em setembro, e o crédito não acompanha na mesma velocidade, como eu explico no texto sobre a ata do Copom. Por isso não vale esperar a taxa cair para começar a organizar.

    Perguntas frequentes

    Estar endividado é sempre um problema?

    Não. Dívida com parcela que cabe no orçamento e taxa conhecida é diferente de dívida que cresce sozinha. O que a pesquisa chama de endividamento inclui os dois casos.

    Qual dívida pago primeiro?

    Em geral, a de maior taxa de juros, depois de garantir o pagamento do essencial. Cada caso muda, e o contrato pode ter regras próprias, então vale ler as condições.

    Quando começar a investir?

    Depois de ter o orçamento organizado e o início da sua reserva da tranquilidade. O Mapa do Tesouro ajuda a ver o ponto de partida sem pular etapa.

    Quer um ponto de partida?

    Veja o Mapa do Tesouro, conheça as soluções ou fale comigo pelo WhatsApp. Quem sou eu está na página Sobre.

    Fontes: Brasil em Folhas, outubro de 2026; Fenacon; Agência Brasil, 06/08/2026; CNC.
    Conteúdo informativo e educacional. Não constitui recomendação individualizada de investimento. Investimentos envolvem risco, inclusive de perda. Rentabilidade passada não garante rentabilidade futura.

  • Ata do Copom: o que o Banco Central diz sobre a Selic em 13,75%

    Ata do Copom: o que o Banco Central diz sobre a Selic em 13,75%

    Você acompanha a Selic ou só sente quando a parcela muda? O Copom reduziu a taxa de 14% para 13,75% ao ano em 16 de setembro de 2026, por decisão unânime, e a ata divulgada em 22 de setembro explica o raciocínio: a economia desacelera, a inflação cedeu, mas as expectativas seguem acima da meta e o Banco Central pede cautela. Na prática, os juros caem devagar e sem garantia de continuar caindo.

    O que o Copom decidiu em setembro?

    Foi o quinto corte seguido de 0,25 ponto percentual desde março, segundo a CNN Brasil. O comunicado afirma que o corte é compatível com a convergência da inflação para a meta. O comitê também descreve o cenário como de incerteza elevada e pede “serenidade e cautela” na condução da política monetária.

    O que a ata acrescentou?

    A ata, divulgada em 22 de setembro, segundo reportagem do Movimento Econômico de 23 de setembro, traz estes pontos:

    • A inflação perdeu força nos últimos meses. Em 12 meses, o índice cheio e a média das medidas subjacentes estão abaixo do limite superior da meta, mas ainda acima do centro dela.
    • O PIB do segundo trimestre confirmou a desaceleração, mais forte nos setores sensíveis ao juro. O mercado de trabalho segue aquecido e o crédito desacelera.
    • As expectativas de inflação seguem acima da meta em todos os horizontes de tempo.
    • Entre os riscos, o Banco Central cita as tensões geopolíticas no Oriente Médio e dúvidas sobre a política monetária de países avançados.
    • O Focus, pesquisa do Banco Central com analistas, projetava na ocasião inflação de 4,9% para 2026 e 4,3% para 2027.

    Eu acho útil traduzir isso em uma frase: o Banco Central cortou porque a inflação está melhor, e avisou que não vai correr porque as expectativas ainda estão altas. Quem lê “cautela” como “mais cortes à vista” pode se frustrar.

    O que o mercado espera para frente?

    A CNN Brasil afirma que analistas do Focus projetam que setembro tenha sido o último corte de 2026, com a retomada em 2027 e Selic de 12% ao fim do próximo ano. Isso é projeção, e projeção muda. O próximo Copom está previsto para o início de novembro, e vale conferir a data exata no calendário do Banco Central.

    O que isso muda para o seu bolso?

    Eu separo em três frentes, sem prometer nada:

    1. Crédito. Juro básico menor tende a baixar, com atraso, o custo de financiamentos, mas a queda não é automática nem igual em todas as linhas. Compare as taxas antes de contratar.
    2. Renda fixa. O que paga a Selic ou parte dela passa a render menos quando a taxa cai. Quem precisa de uma renda previsível deve revisar o que contratou e o prazo.
    3. Imóvel. Financiamento mais barato aumenta, com o tempo, o número de compradores. Eu já expliquei em vídeo que quem compra com juro alto pode, mais tarde, fazer a portabilidade do crédito para uma taxa menor. É uma ferramenta, e não uma garantia de queda de juros.

    Perguntas frequentes

    A ata do Copom muda a Selic?

    Não. A decisão sai no comunicado da reunião. A ata, divulgada uma semana depois, explica os argumentos do comitê e ajuda a ler o que pode vir.

    Selic em queda quer dizer que o crédito fica barato agora?

    Não necessariamente. O repasse para os bancos e para o consumidor leva tempo e varia por modalidade. A taxa final depende também do seu perfil e do banco.

    Qual a diferença entre Selic e inflação?

    A Selic é o juro básico da economia e a inflação mede a alta dos preços. O Banco Central usa a primeira para tentar conduzir a segunda até a meta.

    Quer entender o que isso muda na sua carteira?

    Veja o Mapa do Tesouro, converse com a consultoria de investimentos ou leia sobre leilão de imóveis em juros em transição. Pelo WhatsApp eu também respondo. Sobre mim, a página Sobre.

    Fontes: Movimento Econômico, 23/09/2026; CNN Brasil, 16/09/2026; Banco Central.
    Conteúdo informativo e educacional. Não constitui recomendação individualizada de investimento. Investimentos envolvem risco, inclusive de perda. Rentabilidade passada não garante rentabilidade futura.

  • Seguro de vida cresce 10,29%: vale contratar?

    Seguro de vida cresce 10,29%: vale contratar?

    O seguro de vida arrecadou cerca de R$ 20 bilhões no primeiro semestre de 2026, uma alta nominal de 10,29%, ou 5,70% acima da inflação, segundo dados da Susep divulgados em reportagens de agosto. Você já se perguntou se faz sentido para a sua família? Um crescimento desse tamanho mostra mais gente buscando proteção, mas o número do mercado não responde por você. Vou explicar o que o dado diz e como eu penso o assunto.

    O que os dados da Susep mostram sobre o seguro de vida?

    De acordo com a reportagem do portal O Hoje, de 23 de agosto de 2026, o ramo de vida somou cerca de R$ 20 bilhões em prêmios entre janeiro e junho, com alta de 10,29% em termos nominais e de 5,70% descontada a inflação. O mercado segurador completo, incluindo previdência aberta, capitalização e resseguro, somou R$ 207,12 bilhões no semestre, segundo a mesma leitura dos dados. Em 2025, o seguro de vida cresceu 12,70% nominais, de acordo com outra fonte, então o ritmo de 2026 é mais lento, mas segue positivo. As reportagens citam a Susep, e eu recomendo conferir o Boletim Susep oficial antes de reutilizar os números.

    Por que mais gente contrata seguro de vida?

    Eu não encontrei pesquisa oficial que explique o motivo, e não quero inventar uma causa. O que posso dizer, com base na minha experiência de mais de 7.000 clientes atendidos no mercado financeiro, é que quem tem patrimônio, dependentes ou dívidas costuma pensar nesse tema com mais cuidado. É uma observação de quem atende, e não um dado de pesquisa.

    Como saber quanto de capital segurado contratar?

    Comece pela pergunta de quem vai depender desse dinheiro. Alguns pontos para pensar:

    • Despesas mensais da família e por quantos anos ela precisaria de apoio.
    • Dívidas e financiamentos que ficariam para trás.
    • Custos de sucessão, como inventário e impostos, quando houver patrimônio.
    • O que a sua família já tem de proteção, como seguro de empresa ou benefício no trabalho.

    O número final depende de cada caso, e um profissional ajuda a fazer essa conta sem exageros nem faltas.

    Que coberturas existem além da morte?

    Dependendo da apólice, o seguro pode incluir cobertura por invalidez, por doenças graves e despesas com assistência funeral. Carência, exclusões e condições mudam de contrato para contrato. Leia a apólice inteira e pergunte tudo antes de assinar. Cobertura contratada não substitui a leitura das condições gerais.

    Qual a diferença entre seguro de vida e previdência?

    Seguro de vida protege contra um evento, como morte ou invalidez, e paga um capital aos beneficiários. Previdência é uma forma de acumular recursos ao longo do tempo para um objetivo, como a aposentadoria. Os dois podem conversar no planejamento da família, mas cumprem papéis diferentes. No meu caso, atuo com seguro de vida e coberturas relacionadas; previdência eu trato aqui de forma educativa, e a contratação é feita direto com a instituição que você escolher.

    Como começar a avaliar o seu seguro de vida?

    Faça uma lista das despesas da família, das dívidas e dos dependentes, e compare com o que você já tem de proteção. Depois, converse com um corretor que explique as coberturas, as exclusões e a comissão que ele recebe. Transparência faz parte: eu atuo em parceria com a MAG Seguros e recebo comissão sobre o prêmio quando há contratação.

    Veja a página de seguro de vida, conheça as soluções, saiba mais sobre mim em Sobre e, se o tema for organizar patrimônio e proteção juntos, veja a consultoria de investimentos. Para conversar, use o botão de WhatsApp do site.

    Fonte oficial: Susep.

    Perguntas frequentes

    Seguro de vida vale a pena?

    Depende de quem depende de você e do que sua família teria de apoio sem a sua renda. Para muita gente, a resposta é sim, mas a conta é individual.

    O que é carência no seguro de vida?

    É o período inicial em que determinados eventos ainda não geram indenização. As regras variam, e ficam descritas nas condições gerais da apólice.

    O seguro de vida substitui a previdência?

    Não. Um protege contra eventos, o outro ajuda a formar patrimônio para o futuro.

    Conteúdo informativo e educacional. Não constitui recomendação individualizada de investimento. Investimentos envolvem risco, inclusive de perda. Rentabilidade passada não garante rentabilidade futura. Teddy Amattos atua com seguro de vida e coberturas relacionadas, em parceria com a MAG Seguros, código SUSEP 242159296.

  • VGBL e IOF: por que a captação da previdência caiu

    VGBL e IOF: por que a captação da previdência caiu

    A previdência privada aberta captou R$ 77,4 bilhões no primeiro semestre de 2026, uma queda de 5,6% sobre o mesmo período de 2025, e a Fenaprevi atribui parte do resultado ao IOF sobre aportes no VGBL. Você tem ou já pensou em ter um plano de previdência? Então vale entender o que mudou, sem pressa e sem alarme. Eu não vendo previdência, então este texto é só educativo.

    O que os números do semestre mostram?

    De acordo com a Fenaprevi, a captação bruta somou R$ 77,4 bilhões, os resgates foram de R$ 71 bilhões e a captação líquida ficou em R$ 6,4 bilhões, 1,8% abaixo do primeiro semestre de 2025. O VGBL concentrou R$ 69,6 bilhões dos aportes, e o PGBL, R$ 6,4 bilhões. Em maio, os ativos do setor alcançaram R$ 1,9 trilhão, alta de 12,9% em um ano. Repare que o patrimônio cresce mesmo com os aportes em queda. Os números vêm de reportagens que citam a federação, e eu recomendo conferir nos boletins da Fenaprevi e da Susep.

    Qual a diferença entre PGBL e VGBL?

    A diferença central está na tributação.

    PGBL. Quem faz a declaração do imposto de renda completa pode deduzir os aportes, dentro de um limite, da base de cálculo. Na retirada, o imposto incide sobre o valor total resgatado.

    VGBL. Não há dedução na declaração. Na retirada, o imposto incide só sobre o rendimento.

    Por isso, a escolha depende do seu tipo de declaração, da renda e do prazo. Vale conferir as regras vigentes na Receita Federal e na Susep antes de decidir.

    Como funciona a tabela regressiva e a progressiva?

    Em ambas, o imposto é cobrado só na saída. Na tabela regressiva, a alíquota cai com o tempo de permanência do dinheiro. Na progressiva, o imposto segue a faixa de renda, como o imposto de renda do dia a dia, com acerto na declaração. A escolha da tabela costuma ser feita na contratação, em geral com a possibilidade de pensar com calma antes. Confira as regras do seu plano.

    O que é o IOF sobre aportes no VGBL e por que isso entrou na conversa?

    A Fenaprevi aponta que o IOF sobre aportes em planos VGBL, em vigor desde 2025, tem peso na queda da captação, e estima uma diferença de R$ 130 bilhões em relação ao cenário anterior.

    Um ponto importante para não gerar alarme: o IOF incide apenas sobre os aportes que superam R$ 600 mil por ano. Quem aporta valores abaixo desse limite não é alcançado por ele. Isso explica por que o efeito aparece no total do setor, que concentra grandes aportes, e não na rotina da maioria dos poupadores. Se você planeja fazer aportes grandes, consulte a regra atualizada na Receita Federal e converse com a instituição antes de transferir.

    Falar de tributação é falar de política pública, e eu defendo olhar sempre com dado e fonte, sem misturar com recomendação de investimento.

    Previdência vale a pena?

    Depende do objetivo, do prazo, das taxas e da disciplina de quem investe. Previdência pode ser uma forma de organizar a aposentadoria e, em alguns casos, o planejamento sucessório. Também pode custar caro se tiver taxas altas. Compare taxa de administração, taxa de carregamento, rentabilidade líquida e regras de portabilidade antes de decidir. Não existe produto certo para todo mundo.

    O que eu checaria antes de contratar?

    • Tipo de declaração de imposto de renda que você faz.
    • Taxas de administração e de carregamento.
    • Regras de portabilidade entre planos.
    • Se o plano combina com o seu prazo e com a sua tolerância a risco.
    • Quem são os beneficiários.

    Para ver o quadro completo do seu patrimônio, incluindo o que já está em previdência, o Mapa do Tesouro mapeia extratos de investimentos e seguros e propõe um caminho. Para quem investe valores maiores, existe a consultoria de investimentos. Sobre proteção da família, veja a página de seguro de vida, e sobre quem sou, a página Sobre. Se preferir, chame no WhatsApp pelo botão do site.

    Fontes oficiais: Susep e Receita Federal.

    Perguntas frequentes

    Posso trocar de plano de previdência sem perder dinheiro?

    A portabilidade permite levar o saldo de um plano para outro sem resgate, dentro das regras. Verifique cobranças e prazos no contrato.

    Seguro de vida e previdência são a mesma coisa?

    Não. O seguro protege contra eventos, e a previdência acumula recursos para o futuro.

    A contratação da previdência é feita com você?

    Não. Eu atuo com seguro de vida e coberturas relacionadas. A previdência é contratada com a instituição que você escolher.

    Conteúdo informativo e educacional. Não constitui recomendação individualizada de investimento. Investimentos envolvem risco, inclusive de perda. Rentabilidade passada não garante rentabilidade futura.

  • Fração ideal em leilão: riscos e direito de preferência

    Fração ideal em leilão: riscos e direito de preferência

    Arrematar uma fração ideal significa comprar uma porcentagem de um imóvel que continua sendo de mais de um dono, e isso muda quase tudo na conta do leilão. Já viu no edital uma linha dizendo “fração ideal de 50%” e pulou para o preço? Eu já vi muita gente passar batido, e é justamente ali que mora o risco. Este texto é uma releitura, com a minha estrutura, do conteúdo que a Pro Lance publicou em 14 de outubro de 2026 no post original sobre fração ideal e copropriedade.

    O que é fração ideal em um leilão de imóvel?

    Imagine um apartamento que pertence a duas pessoas, cada uma com metade. Ninguém é dono do quarto da esquerda e o outro do da direita. Cada um é dono de 50% do todo. Quando só a parte de um dos donos vai a leilão, quem arremata fica com essa cota e passa a ser coproprietário, dividindo o imóvel com quem já era dono.

    O coproprietário pode ficar com a minha arrematação?

    Pode ter preferência. A lei dá ao coproprietário, em muitos casos, o direito de preferência na compra, em igualdade de condições. A Pro Lance cita o artigo 843 do Código de Processo Civil, que também alcança o cônjuge que não participou da execução. Na prática, quem tem esse direito pode cobrir o lance. Outro ponto crítico: se essas pessoas não foram intimadas da forma correta, a arrematação pode ser questionada. Por isso a verificação das intimações no processo vem antes de qualquer lance. Esse trecho de lei merece conferência com um advogado, e eu deixo aqui o aviso para o time jurídico revisar antes da publicação.

    O desconto do leilão é o mesmo de um imóvel inteiro?

    Nem sempre. Segundo o post original, a cota não pode ser vendida abaixo da avaliação proporcional à fração. Ou seja, o desconto típico de leilão de imóvel inteiro pode não se repetir. Eu cuido muito dessa conta, porque desconto que parece grande no papel pode sumir depois dos custos. Some a comissão do leiloeiro, o ITBI e o registro antes de decidir.

    Quais são os principais riscos de arrematar uma fração?

    Eu resumiria em três.

    Liquidez baixa. Revender uma cota é mais difícil que revender um imóvel inteiro, porque o comprador seguinte também vai ter que dividir o bem com outros donos.

    Convivência forçada. Você vira sócio de quem já era dono, e as decisões sobre uso, reforma e venda passam por essa relação.

    Ocupação. Se um dos coproprietários mora no imóvel, a saída pode ser cobrar aluguel proporcional à sua cota, e isso pode exigir ação judicial.

    Quando faz sentido considerar uma fração ideal?

    Em alguns cenários, a compra faz sentido: quando você já é coproprietário e quer reunir a propriedade, quando o outro dono quer vender e a conversa está aberta, ou quando o desconto compensa um prazo mais longo e a possibilidade de um processo. O Código Civil, no artigo 1.322, trata da venda de bem indivisível em condomínio, e o post da Pro Lance usa esse caminho como a saída para quem não quer ficar preso à copropriedade. Mais uma vez, confirme a leitura legal com um advogado.

    O que checar antes de dar o lance em uma fração ideal?

    Seis passos que eu seguiria:

    1. Ler a matrícula e identificar todos os donos e a cota exata.
    2. Conferir se os coproprietários e o cônjuge foram intimados.
    3. Calcular o piso de preço proporcional à fração.
    4. Descobrir quem ocupa o imóvel e em que condição.
    5. Simular o custo e o prazo para sair da copropriedade.
    6. Somar todos os custos de arrematação, como comissão, ITBI e registro.

    Os passos 2 e 5 costumam ser os mais negligenciados. Um erro de análise já custou caro a quem não fez essa conta, e é por isso que eu defendo ter um profissional ao lado.

    Quer ajuda para analisar um edital?

    A Pro Lance faz assessoria do início ao fim, com análise de matrícula, edital e processo antes de qualquer lance. Veja mais sobre o caminho completo em leilão de imóveis, conheça os casos reais já aprovados e saiba quem escreve na página Sobre. Você também pode chamar no WhatsApp pelo botão do site.

    Perguntas frequentes

    Dá para morar no imóvel se eu arrematar só a fração?

    Depende da convivência e do que estiver decidido entre os donos. Em geral, o uso do imóvel passa por acordo ou por decisão judicial.

    Fração ideal é sempre mais barata?

    Não necessariamente. O piso de preço acompanha a avaliação proporcional, e os custos de saída podem consumir o desconto.

    Posso vender a minha fração depois?

    Pode, mas a liquidez costuma ser menor e o coproprietário pode ter preferência.

    Conteúdo informativo e educacional. Cada leilão tem edital e riscos próprios, e nenhum resultado é garantido. A assessoria é prestada pela Pro Lance, empresa independente.

  • Renda fixa com Selic em queda: o que muda para você

    Renda fixa com Selic em queda: o que muda para você

    Quando a Selic cai, o que acontece com o dinheiro que está na renda fixa? Em resumo: o que rende junto com a Selic passa a render um pouco menos, e o título que já fixou uma taxa antes da queda tende a valer mais no papel. Em 16 de setembro de 2026, o Copom reduziu a Selic de 14,00% para 13,75% ao ano, o quinto corte seguido em 2026, por votação unânime. Eu vou te mostrar como ler isso sem cair em conclusão apressada, tá?

    O que já aconteceu e o que o mercado espera: Copom e Boletim Focus

    Vale separar duas coisas que muita gente mistura. O Copom é o realizado: é a decisão tomada pelo Banco Central sobre a Selic. O Boletim Focus é a expectativa: é a mediana do que os analistas de mercado projetam para os próximos meses.

    O que foi realizado. Segundo o comunicado do Copom de 16 de setembro, o comitê reduziu a taxa em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano, e disse que o tamanho total do ciclo de cortes vai depender das novas informações, sem compromisso com um número final.

    O que se espera. No Boletim Focus de 13 de outubro, a mediana do mercado para a Selic no fim de 2026 passou de 13,50% para 13,25%. É uma projeção de analistas, e projeção muda de uma semana para a outra. Só a decisão do Copom vale como taxa oficial.

    A próxima decisão do Copom está prevista para 4 de novembro, e eu recomendo conferir a data no calendário do Banco Central.

    O que acontece com os pós-fixados quando a Selic cai?

    Os títulos pós-fixados acompanham a taxa básica. Se a Selic desce, o rendimento futuro desses papéis desce junto, na mesma direção e quase na mesma proporção. Quem guardou a reserva da tranquilidade em algo atrelado à Selic continua com liquidez e segurança de preço, mas vai ver a remuneração diminuir aos poucos, ciclo de corte após ciclo de corte.

    E os prefixados e os títulos que pagam inflação mais uma taxa?

    Aqui mora o ponto que pouca gente conhece. Um título prefixado trava a taxa no dia da compra. Se os juros de mercado caem depois, o preço desse título costuma subir, porque ele passou a pagar mais que os novos. O inverso também vale: se os juros sobem, o preço cai. Isso se chama marcação a mercado, e só aparece de verdade se você vender antes do vencimento. Segurando até o fim, você recebe o que foi contratado.

    O mesmo raciocínio vale para os títulos que pagam inflação mais uma taxa fixa. Em 1º de outubro de 2026, por exemplo, a taxa do Tesouro IPCA+ 2050 subiu de 7,00% para 7,05% ao ano, segundo reportagem do Investidor10. Em dias de nervosismo, a taxa sobe e o preço cai, e foi o que a matéria registrou naquele dia, ligando o movimento às incertezas fiscais e ao cenário externo. Repare que o mesmo título, no mesmo mês, pode ter preço diferente de um dia para o outro.

    Então devo mudar toda a minha carteira por causa de um corte de 0,25 ponto?

    Eu faria outra pergunta: qual era o objetivo desse dinheiro? A reserva da tranquilidade pede liquidez e pouca oscilação. Um objetivo para daqui a dez anos aguenta mais oscilação. Cortes pequenos e graduais raramente justificam mexer em tudo de uma vez, e cada mudança tem custo, imposto e prazo. A pergunta certa começa pelo prazo e pelo risco que você topa correr, antes de olhar para a taxa.

    Nos meus Reels de 7 de outubro eu falei do mesmo movimento do lado do imóvel: quando o juro cai, o crédito fica mais acessível, mais gente quer financiar e a demanda sobe. A lógica da taxa mexendo com preços aparece em todo lugar do mercado.

    O que acompanhar daqui para frente?

    • Realizado: a decisão do Copom de novembro e o texto do comunicado.
    • Realizado: o IPCA divulgado pelo IBGE, que segue acima do centro da meta (veja a análise no nosso artigo de economia).
    • Expectativa: as projeções do Boletim Focus, divulgado toda segunda-feira. Use como termômetro, e não como decisão.

    Se você quer organizar uma carteira coerente com o seu objetivo e com o seu perfil, sem sair comprando o que está na moda, conheça o Mapa do Tesouro. Para quem já tem patrimônio relevante investido e quer acompanhamento contínuo, existe a consultoria de investimentos. Você também pode ver as soluções ou me conhecer melhor na página Sobre. Se preferir, chame no WhatsApp pelo botão do site.

    Fontes oficiais para acompanhar: Banco Central, comunicados do Copom e Tesouro Direto.

    Perguntas frequentes

    A Selic caiu, então a poupança e o CDB vão render menos?

    Em geral, produtos atrelados à taxa básica ou ao CDI tendem a render menos quando a Selic cai. O efeito é gradual e depende do contrato de cada produto.

    Prefixado sempre sobe de preço quando a Selic cai?

    Costuma subir, mas depende da expectativa do mercado para os juros futuros, e não só da decisão do dia. Se o corte já estava no preço, o efeito pode ser pequeno.

    Posso perder dinheiro em renda fixa?

    Sim. Vender um título antes do vencimento pode gerar prejuízo se os juros de mercado tiverem subido, e existe risco de crédito em emissões privadas.

    Conteúdo informativo e educacional. Não constitui recomendação individualizada de investimento. Investimentos envolvem risco, inclusive de perda. Rentabilidade passada não garante rentabilidade futura.